A promoção só pode ser negada caso o militar se torne réu da justiça, e isto não deve acontecer até abril


O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, pode ser promovido a coronel mesmo sem ter uma função no Exército desde de setembro de 2023, por envolvimento em investigações da Polícia Federal (PF). 

O militar atende a todos os critérios internamente para a promoção, além de ser considerado o “primeiro da turma”. O cargo o faria receber mais uma estrela no uniforme, a última que antecede a carreira de general, e o salário consequentemente também seria maior, com gratificações e adicionais podendo chegar até a R$30 mil brutos.  

Segundo as regras da corporação, Cid só poderia ser impedido de concorrer à promoção caso se tornasse réu da justiça. Para isso, o Ministério Público Federal (MPF) teria que apresentar denúncia e o judiciário acatar.   

Entretanto, fontes cientes das investigações, não acreditam que isso deva ocorrer antes de abril deste ano, logo Cid terá possibilidade de concorrer à promoção.  Algumas situações podem congelar a carreira de militares, mas ele não se encaixa em nenhuma delas.  

A defesa de Mauro Cid não comentou o caso. A CNN procurou o Exército para ter mais informações sobre as promoções de abril. Mas, até o momento, não obteve retorno.