De acordo com o professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, da UFG, essas doenças estão diretamente relacionadas ao funcionamento das mitocôndrias, responsáveis por converter gorduras, carboidratos e proteínas em energia. Quando o metabolismo é afetado, o corpo passa a produzir substâncias químicas diferentes das observadas em células saudáveis, o que pode ser detectado no cerúmen. Para o estudo, foram analisadas amostras de 531 pacientes com câncer e de 203 pessoas sem a doença, por meio do chamado “cerumenograma”.
Os resultados confirmaram a eficácia do exame: além de validar o diagnóstico nos pacientes com câncer, também trouxe informações sobre o estágio da doença. Entre os voluntários sem histórico oncológico, 200 tiveram diagnóstico negativo, enquanto três apresentaram alterações. Dois deles apresentaram inflamações com sinais de pré-câncer e outro um processo inflamatório detectado em exames de imagem. Apesar de ainda ser experimental, o método aponta para uma ferramenta promissora de diagnóstico precoce e monitoramento da saúde.


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